1. INTRODUÇÃO
Toda mudança
econômica tem a inovação como base, pelo menos no seu sentido mais amplo. Geralmente
associada à busca da redução de custos, à conquista de uma posição monopolista
ou à defesa de uma posição competitiva, a inovação é o motor e o combustível de
toda transformação econômica relevante.
A importância
da inovação tornou-se ainda mais evidente, tendo em vista a generalização da
ideia de que a diferenciação operada através da contínua inovação é uma questão
de sobrevivência para as empresas e os empreendedores. Seja no propósito de
melhorar produtos, serviços, processos ou seja no sentido de desenvolver
competências que promovam melhorias de performance, ela é indispensável.
A inovação é entendida,
nos dias atuais, como um conceito multidimensional e de natureza estratégica,
tendo em vista que seus efeitos vão além da simples inovação tecnológica. Uma mesma
empresa pode desenvolver diversos tipos de iniciativas inovadoras e existem formas variadas de trazer a novidade e
implantá-la no seu processo produtivo. Dessa maneira, o domínio e a boa gestão
do processo de desenvolvimento dos novos produtos assume um papel determinante
para as empresas.
2.
DESENVOLVIMENTO
Existem
diversas características que ajudam a identificar um empreendedor. Dentre elas,
destacamos a perseverança, a determinação de traçar o próprio rumo, a
competitividade, a autoestima, a autoconfiança e a flexibilidade. Além destas
características, que muitos consideram inatas, existe um conjunto de
habilidades e competências muito desejáveis em um empreendedor.
Neste conjunto
podemos listar as competências emocionais, o autoconhecimento e a criatividade.
É recomendável que o empreendedor se mantenha totalmente receptivo à inovação e
criatividade, de tal forma que consiga identificar oportunidades, como também que
seja realista na apreciação e avaliação de novas ideias para o alcance dos
objetivos propostos.
O motivo que
leva uma pessoa a criar um negócio próprio não é único, sendo geralmente uma
combinação de motivos. Numa fase preliminar à constituição da empresa, o
empreendedor deve elaborar um diagnóstico pessoal, com base no qual possa refletir sobre suas motivações, bem como
sobre os apoios com que pode contar e a maneira como pretende ultrapassar as
dificuldades e obstáculos do caminho.
O segundo
passo consiste no início do planejamento do negócio propriamente dito, dando
ênfase à descrição ou definição do mesmo. Nessa fase, deve-se estudar o produto
e/ou serviço a oferecer, o mercado onde atuará e a tecnologia que será
utilizada. É necessário atentar, de forma especial, para as razões que podem
impedir o sucesso do negócio. É nessa fase que o empreendedor tem a
possibilidade de reduzir o risco, desde que tome as medidas indicadas para
evitar erros cometidos com frequência por aqueles que não atentam para este
importantíssimo passo.
Nas últimas
décadas, os padrões de crescimento econômico sofreram profundas alterações em
todo o mundo. Bens intangíveis conquistaram a posição antes ocupada pelos bens
tangíveis, como terra, trabalho e capital financeiro, assumindo o papel de
fatores críticos para avaliar o êxito das empresas. Esta nova realidade exige
uma mentalidade também nova, por parte dos empreendedores.
Coloca-se,
portanto, um grande desafio diante dos novos empreendedores, que devem ser
capazes de administrar essa mudança no seu empreendimento, visando adaptar-se
às exigências do ambiente onde o mesmo se situa. Nesse sentido, o nível de
competitividade atual da empresa é irrelevante. Como também é irrelevante a
forma como a mesma é dirigida. De qualquer maneira, ela deve sempre ser orientada
para a mudança contínua.
A mudança na
empresa é, ao mesmo tempo, um processo controlado pela gestão, como também um
processo muito complexo, cheio de grande número de variáveis. O empreendedor deve conhecer bem todas as
fases de um processo de gestão de mudança, aprendendo com os erros mais
comumente cometidos nesses processos, o que contribuirá para ajudar o empreendedor a definir mais
corretamente o seu plano de mudança.
O excesso de
oferta e os níveis de exigência cada vez maior por parte dos consumidores, no
contexto atual do mercado global, bem como a necessidade de pensar o
empreendimento de forma estratégica é hoje inquestionável. Por isso, a
elaboração de um plano estratégico tem o propósito específico de conhecer a
identidade e o posicionamento da empresa, visando definir o rumo a seguir.
A estratégia é
definida tendo como base a visão, a missão e os objetivos empresariais e analisando as variáveis externas da empresa,
buscando conhecer os seus pontos fortes e fracos. Um grande número de
ferramentas de apoio estão disponíveis para auxiliar na elaboração da
estratégia, sendo que algumas delas são mais centradas no ambiente externo, outras no ambiente interno, outras no produto
e, finalmente, aquelas que se baseiam na posição ocupada pela empresa no
mercado.
Uma das tarefas
de maior importância tarefas para quem administra uma empresa é assegurar sempre
que a pessoa certa, com as características certas, ocupa o lugar certo, na
altura certa, para que sejam alcançados os objetivos da organização. Para que
uma empresa se organize adequadamente é necessário que sejam identificadas as
tarefas que precisam ser realizadas, coloca-las em grupos, atribuir
responsabilidade com a respectiva autoridade e definir os mecanismos de
coordenação adequados.
Isto exige que
se opte pela estrutura organizacional que se enquadre melhor nos objetivos e na
realidade da empresa, ao mesmo tempo em que se define o nível de
descentralização que será adotado. Uma vez que a implantação de uma estrutura organizacional
significa uma divisão de poder na empresa, ela deve ser implantada de forma
firme e consistente.
3.
CONCLUSÃO
Administrar
uma empresa e liderar adequadamente, as pessoas que dela participam é uma
verdadeira arte. É necessário promover a distinção da pessoa que exerce a
liderança daquela que gere propriamente a empresa. Essa medida é necessária,
ainda que as funções sejam exercidas por uma só pessoa.
Dessa forma,
ficarão mais afetas ao gestor as principais decisões operacionais da empresa,
enquanto que ao líder se incumbirá de concretizar a visão da empresa. Para
alcançar o cumprimento dessa incumbência, o líder precisa comunicar-se de
maneira altamente eficiente e eficaz. Só assim ele poderá exercer uma liderança
de sucesso e que contribua para que a empresa alcance os objetivos propostos.
Duas questões assumem maior importância nesse momento: o estabelecimento de
metas a serem atingidas e a forma como os que melhor desempenharem suas funções
serão recompensados.
À medida em
que o trabalho em equipe será cada vez mais generalizado, o papel e a
importância do líder crescerão na mesma medida. O fator crítico das empresas e
demais organizações será a sua capacidade de aprendizagem. E da aprendizagem
dos seus colaboradores, de todos os níveis. Ela precisará estimular a
criatividade, a capacidade de inovação e talento de todos os seus colaboradores.
As empresas terão de canalizar grande parte do seu esforço e do seu
investimento na Gestão do Conhecimento.
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